ESP/CE publica nota aos trabalhadores da Saúde do Estado do Ceará

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Em consonância com a missão de promover a educação, o conhecimento e a inovação, contribuindo para a saúde individual e coletiva e a melhoria da qualidade de vida e da felicidade das pessoas, a Escola de Saúde Pública do Ceará Paulo Marcelo Martins Rodrigues vem se manifestar por meio desta nota sobre o momento atual de enfrentamento à pandemia pela COVID-19.

1. Sobre os números da COVID-19. No mundo, a pandemia registra mais de 99 milhões de casos, com mais de 2 milhões de óbitos. No Brasil são, até o momento, 8.844.577 casos confirmados, com 217.037 óbitos (https://coronavirus.jhu.edu/map.html acessado em 24/01/2021). No nosso Estado, dados da plataforma IntegraSUS apontam 363.967 casos confirmados, com 10.332 óbitos e letalidade de 2,8. (https://indicadores.integrasus.saude.ce.gov.br/indicadores/indicadores-coronavirus/coronavirus-ceara acessado em 24/01/2021) Desconhece-se os números de pacientes sequelados pela doença.

2. Sobre o tratamento. NÃO há, até a presente data, comprovação científica suficiente para fundamentar tratamento anti-viral precoce da COVID-19. Essa posição está alinhada a notas de entidades como a Associação Médica Brasileira, a Sociedade Brasileira de Infectologia e outras sociedades médicas. Iniciativas nesse sentido podem causar mais dano que benefício aos pacientes pelo risco de eventos adversos de uso de fármacos como antimaláricos ou antiparasitários fora da sua indicação terapêutica. Há indicações claras de tratamento de suporte respiratório, de uso de anti-inflamatórios e de anticoagulantes e outras medidas conforme orientamos e disponibilizamos para todos os profissionais de saúde no site https://coronavirus.ceara.gov.br/profissional/) e no aplicativo iSUS, sendo estes atualizados continuamente.

3. Sobre a vacinação. Há vacinas eficazes. Duas delas foram aprovadas para uso emergencial no Brasil pela ANVISA. A Coronavac, do Instituto Butantan e laboratório SINOVAC, e a CHADOX1 NCOV-19 da Universidade de Oxford e Laboratório Astrazeneca em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). A disponibilização das mesmas constitui o início da superação desse período extremamente crítico de nossas vidas. A Secretaria de Saúde do Estado e as Secretarias Municipais iniciaram o processo de vacinação e esperamos que o mesmo possa beneficiar o maior número de pessoas no menor espaço de tempo possível.

4. Sobre a divulgação de inverdades. Esta instituição repudia quaisquer iniciativas de disseminação de informações falsas (fake news) e de condutas que carecem de evidências científicas. Tais ações têm induzido a nossa população ao comportamento de risco e sabotado as iniciativas das autoridades sanitárias responsáveis pelo combate à pandemia. Pior ainda, elas favorecem o descumprimento às recomendações sanitárias.

5. Sobre as medidas de distanciamento social e preventivas. Estas medidas têm comprovação científica, são eficazes em controlar o aumento do número de casos e de óbitos e são imprescindíveis até que a cobertura vacinal atinja o número de pessoas necessário para controle da pandemia.

Por fim, preocupam-nos sobremaneira as atitudes que põem em risco a campanha de vacinação, estimulando a baixa adesão. As retomadas da economia, da qualidade de vida e do bem-estar social dependem da efetiva vacinação da população. Não é momento de relaxar. Usar máscaras, evitar aglomerações e lavar constantemente as mãos são atitudes FUNDAMENTAIS para salvarmos vidas e superarmos a crise.

Lembramos: se vacinar não é apenas um ato individual, mas ao fazê-lo, cada um de nós ajuda a proteger a família, os amigos, os colegas de trabalho e a comunidade como um todo.

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Postado em

25 de janeiro de 2021